Eram por volta das 08:40 hs da manhã de hoje quando saimos de casa, tudo estava marcado para acontecer, o fim estava próximo. Embora houvesse uma pequena e fraca esperança do sim para a vida, a mrte falava mais alto. Fomos ao encontro dela, da inevitável morte, eu, minha filha, meu pai e minha companheira de quase 15 anos, JULIA! Seu nome significa "cheia de vida", e isso ela teve mesmo, vida e vontade de viver até o fim. Ao entrar na clínica veterinária ela começou a tremer, é incrivel como todo animal sente que está indo ver o veterinário, seja para um simples banho, ou para uma consulta, ou até mesmo para uma eutanásia. Isso mesmo, fui levar minha cachorrinha para ser sacrificada. Mesmo fingindo ser forte o tempos todo, mesmo ao fingir que aquilo era o mais correto a se fazer, eu tive de fazê-lo. Ela estava muito debilitada em função de um câncer, maldita doença! Ao ser colocada sobre a mesa por mim, seu corpo que por vezes parecia não ter vida me disse de todas as formas "vamos sair daqui"! Até esfregar sua cara na toalha tipo fazendo charme ela fez, no fundo eu entendia seu pedido, mas nada podia fazer. Eu e minha família já estávamos frimento dela, mas o nosso estava apenas começando. Por que Deus não a levou? Por que tive de ser eu a diretamente ter de tirar a vida dela? Isso é uma merda!!! Após uma breve análise do veterinário e, mesmo ele tendo dito que seu estado era bom, com a exceção do imenso tumor aberto em sua mama e mais outros para serem abertos, ela estava bem. Claro que estava, ela estava viva! Mesmo dormindo em seu sono profundo a maior parte do dia, ela estava viva... Foda foi não ter dinheiro para pagar a cirurgia que ela precisava, foi mais barato sacrificá-la. Pois se eu o tivesse, a teria poupado desse assassinato cruel, pois eu a amava. Ela era a minha filha, meu amorzinho, meu Dudu, até o dia em que minha filha humana nasceu. Ela era minha companheira, por anos não conseguia dormir se não a tivesse na minha cama comigo, até danoninho pra ela eu comprava, brinquedos, fotos tirei muitas, menos quando era filhote. Pena... Ao tomar a anestesia lentamente ela foi se acalmando, a droga fez efeito rápido e, eu ali ao lado dela acompanhando tudo. Fiquei falando com ela para que ela soubesse que eu estava ali com ela até o fim, vi e senti tudo de perto me sentindo a mais cruel e covarde de todas as assassinas. Eu ainda não acredito que tenha feito isso, como é fácil se livrar de algo velho e fedorendo, seja um ser inanimado, seja uma vida. Depois que ela se foi ainda teri ade me livrar de seu corpo, em minha cidade não há cemitério para animais. Então com seu corpo enrolado em sua toalha envolto a uma sacola de lixo aos meus pés, fomos em direção a uma ponte. Sim, eu a jogaria de uma ponte para dentro de um rio... O embrulho parecia o corpo de um bebê morto, e ela foi por anos e anos para mim, meu bebê já que nunca pensei que seria mãe de fato. Olhei para o rio abaixo de mim, não pensei em nada e a soltei. O barulho do impacto fez com que eu fechasse meus olhos e sentisse uma pontada de dor em meu coração, eu não olhei. Nunca irei esquecê-la, sempre chorarei por sua morte, pela sua falta, enquanto eu viver. Será que um dia esse bolo no estômago que me dá vontade de vomitar vai desaparecer? Isso se chama CULPA! Ou o grito que tenho preso na garganta vai sumir? Isso se chama DESESPERO! Eu não sei... Apenas sei que eu vou chorar muito, e muito, e muito, e muito, e muito, e muito... Adeus Júlia...
Hobbie
O Que Sinto Quando vejo
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Me sinto num beco sem saída, num mato sem cachorro, num caminho sem volta... Isso porque num dá pra rebobinar minha vida, não posso nascer de novo fisicamente falando, não consigo se quer consertar o que está errado, não sou capaz de sumir, de usar drogas, nem tão pouco de me matar ou matar alguém... Olho para trás e vejo apenas erros, em meu presente vejo omissão, e em meu futuro não vejo nada... Apesar de todos os problemas que tenho e tive me considero uma boa pessoa, mas não consigo ser boa em nada nem para ninguém da minha família. Temo ao meu DEUS, creio Nele, mas nunca em mim... Não lembro de me encontrar numa fase tão difícil e crucial em minha vida... Tipo da "ou vai ou racha"... Sei lá, sinto como se não estivesse viva ou vivendo os dias que passam... Sinto apenas como uma peça sem destaque em mais um dia nublado por mais calor que esteja fazendo... E isso piora quando brigo com minha mãe... aí é o ó do que há... Não sei porque isso acontece... Gostaria de saber, até tentei uma vez resolver esse problema... foi na páscoa desse ano, melhorou um tempo, mas depois tudo voltou ao normal... Ou seja minha vida dentro de casa é um inferno por causa das intromissões dela... Qualquer dia desses eu pulo de um precipício... e caio direto no inferno se eu tiver sorte... TO DE SACO CHEIO!!!
domingo, 13 de setembro de 2009
Loucura...

Desde o infeliz dia em que eu assisti ao filme Crepúsculo minhas emoções mudaram, para pior evidente. Elas já não eram tão normais agora então estão totalmente insanas, piorou depois de eu ter lido os quatro livros da saga. Doidei de vez, e isso não sendo eu mais uma adolescente como o resto do mundo que se rendeu a essa febre. O Robert ao natural até que num é de se jogar fora, mas o Edward é tudo de bom, ele é o vampiro que toda mulher deseja. Seus sentimentos são na verdade o que desejamos para nossa vida, ou seja, amor real. Eu sempre gostei de ler, sempre li muito, mas depois dessa infeitiçante saga, eu não consegui ler mais nada. Depois de assistir ao filme, eu não quero ver mais nada. Será que tem um tipo de vudu nesse trabalho? Não duvido, pois me sinto enfeitiçada por esse mundo sobrenatural e imortal. Não há quem não se envolva, eu então que sempre fui maluca da cabeça por essas coisas, sou suspeita em dizer. Pirei real ao ler o livro A Rainha dos Condenados, tive por confirmadas todas as minhas suspeitas. Como ou de que maneira, eu não sei. O segredo está na ficção que mostra a realidade, e a realidade que não passa de ficção. O mundo material calou o mundo espiritual, pois é, no cinema ficaram tão banais determinadas coisas que sempre ouvimos: "isso é ficção"; "não existe". Mas aí é que mora o segredo. Se DEUS existe, o diabo idem. O que tem de ficção nisso? NADA!!!
Insônia...

Já nem sei quantos dias fazem que estou sofrendo de um mal que chamam de "insônia", se eu não trabalhasse, nem tivesse uma filha e coisa etal, alguém poderia até dizer que isso é porque não faço nada; que acordo tarde; que levo a vida na moleza. Mas num é nada disso naum... Na verdade eu nem sei o que é po o porque é, só sei que estou sem sono. Por essas madrugadas eu começei a pensar, evidente, a analisar minha vida pacata, e cheguei a conclusão de que de fato eu não sou NADA NORMAL. Nem fisicamente, nem psicologicamente, nem emocionalmente, nem nada. Tudo de errado eu faço, tudo de errado eu tenho, tudo de errado acontece comigo. São em momentos assim que acabo por questionar a Deus, não que Ele vá me responder ou me deva algum tipo de satisfação. Mas como meu Pai e Criador, é para Ele que sempre vão todas minhas indagações. A mais famosa é: por que eu não morri ao nascer, já que estava tudo preparado para isso? Por que tive de sofrer tanto? O que de bom Você pode tirar da minha vida medíocre? E por aí vão um monte de perguntas e revoltas... Sei que minha vida, minha existência é um mistério tanto para mim quanto para todas as ciências humanas, e me pergunto: pra quê? O que estou eu fazendio aqui? Pow... poderia ter então me suicidado faz tempo, confesso, penso nisso desde os meus 9 anos. Mas o medo de não conhecer a Deus, de ir direto para o inferno, nunca me fizeram ir além de pensamentos e tudo mais. Crê nisso? Pois é verdade... Deus é o início de tudo, assim como deve ser o fim também... Não o diabo... DEUS... Te amo JESUS...
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