Hobbie

Hobbie
O Que Sinto Quando vejo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adeus Dolorido... Minha Júlia...


Eram por volta das 08:40 hs da manhã de hoje quando saimos de casa, tudo estava marcado para acontecer, o fim estava próximo. Embora houvesse uma pequena e fraca esperança do sim para a vida, a mrte falava mais alto. Fomos ao encontro dela, da inevitável morte, eu, minha filha, meu pai e minha companheira de quase 15 anos, JULIA! Seu nome significa "cheia de vida", e isso ela teve mesmo, vida e vontade de viver até o fim. Ao entrar na clínica veterinária ela começou a tremer, é incrivel como todo animal sente que está indo ver o veterinário, seja para um simples banho, ou para uma consulta, ou até mesmo para uma eutanásia. Isso mesmo, fui levar minha cachorrinha para ser sacrificada. Mesmo fingindo ser forte o tempos todo, mesmo ao fingir que aquilo era o mais correto a se fazer, eu tive de fazê-lo. Ela estava muito debilitada em função de um câncer, maldita doença! Ao ser colocada sobre a mesa por mim, seu corpo que por vezes parecia não ter vida me disse de todas as formas "vamos sair daqui"! Até esfregar sua cara na toalha tipo fazendo charme ela fez, no fundo eu entendia seu pedido, mas nada podia fazer. Eu e minha família já estávamos frimento dela, mas o nosso estava apenas começando. Por que Deus não a levou? Por que tive de ser eu a diretamente ter de tirar a vida dela? Isso é uma merda!!! Após uma breve análise do veterinário e, mesmo ele tendo dito que seu estado era bom, com a exceção do imenso tumor aberto em sua mama e mais outros para serem abertos, ela estava bem. Claro que estava, ela estava viva! Mesmo dormindo em seu sono profundo a maior parte do dia, ela estava viva... Foda foi não ter dinheiro para pagar a cirurgia que ela precisava, foi mais barato sacrificá-la. Pois se eu o tivesse, a teria poupado desse assassinato cruel, pois eu a amava. Ela era a minha filha, meu amorzinho, meu Dudu, até o dia em que minha filha humana nasceu. Ela era minha companheira, por anos não conseguia dormir se não a tivesse na minha cama comigo, até danoninho pra ela eu comprava, brinquedos, fotos tirei muitas, menos quando era filhote. Pena... Ao tomar a anestesia lentamente ela foi se acalmando, a droga fez efeito rápido e, eu ali ao lado dela acompanhando tudo. Fiquei falando com ela para que ela soubesse que eu estava ali com ela até o fim, vi e senti tudo de perto me sentindo a mais cruel e covarde de todas as assassinas. Eu ainda não acredito que tenha feito isso, como é fácil se livrar de algo velho e fedorendo, seja um ser inanimado, seja uma vida. Depois que ela se foi ainda teri ade me livrar de seu corpo, em minha cidade não há cemitério para animais. Então com seu corpo enrolado em sua toalha envolto a uma sacola de lixo aos meus pés, fomos em direção a uma ponte. Sim, eu a jogaria de uma ponte para dentro de um rio... O embrulho parecia o corpo de um bebê morto, e ela foi por anos e anos para mim, meu bebê já que nunca pensei que seria mãe de fato. Olhei para o rio abaixo de mim, não pensei em nada e a soltei. O barulho do impacto fez com que eu fechasse meus olhos e sentisse uma pontada de dor em meu coração, eu não olhei. Nunca irei esquecê-la, sempre chorarei por sua morte, pela sua falta, enquanto eu viver. Será que um dia esse bolo no estômago que me dá vontade de vomitar vai desaparecer? Isso se chama CULPA! Ou o grito que tenho preso na garganta vai sumir? Isso se chama DESESPERO! Eu não sei... Apenas sei que eu vou chorar muito, e muito, e muito, e muito, e muito, e muito... Adeus Júlia...

Nenhum comentário:

Postar um comentário