Hobbie

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O Que Sinto Quando vejo

domingo, 6 de novembro de 2011

Você Não Sabe de Nada...


Você pensa que sabe, mas de mim, nada sabe. Você não sabe quem fui ou sabe quem sou. Nem eu mesma o sei, e ainda que soubesse não direi, pois com você não estarei.

O que sei é que sou mais que isso. Mais que impressões, mais que digitações, muito mais que suposições. O mundo virtual é sem igual, um mal, tão fatal, ideal.

Destrói uma vida e constrói uma ferida. Ferida que não fecha ferida que dói. E um grande vazio me corrói. Vazio da injustiça e da incerteza, quero cartas sobre a mesa.

Não admito que faça o que fez. Tentando acabar comigo de uma vez. Quem você pensa que é? Um vidente? Não, um descrente! Descrente no amor, que sente sua dor, e busca seu calor.

Você erra ao pensar que sabe, erra mais em pensar que não sabe. Como saber sem ver? Como ter certeza sem conhecer? Não, você não sabe ou viu. E ainda assim pensas que sim.

Não sou aquilo que viu, e sim a que se partiu. Não sou superficial, não me entenda mal. Apenas não me dei e sim me neguei. Por que razão? Eu não sei.

Ou sei e prefiro não dizer, para minha vergonha não aparecer. Sei que posso ser tola, mas não sou uma boba. Posso não ser esperta, mas não coloco meu coração na reta.

Agora você está aí sem saber como estou aqui. Furiosa e indignada com sua teimosia exagerada. Você é frio e sem razão, passando por sobre minha emoção.

O que faz finge que não sente, e por fora mente totalmente. Mesmo que eu nunca venha a saber, eu decido crer. Arriscando minha única esperança, com uma fé de criança.

Você está perdido, e não totalmente esquecido. Ainda que nada mais queira me dar, por sua paz vou esperar.

O que pensa que sabe sobre mim? Não, eu não sou assim...

Anjo...



Uma vida esperando, uma vida te chamando. Noites em claro, dias em disparo. Sentindo alguém que não se sabe quem. Amando um corpo que nunca teve um rosto.


Fantasia de te ver, te ter, me perder. Realidade triste, não saber se você existe. Sonhando acordada com sua chegada. Acordada em minha solidão, sem ter uma direção.

Procurando em um corpo que não é o teu, tendo em meus lábios sempre um “adeus”. Entregue a uma esperança, acreditando com a alma de uma criança.

Meu coração nunca desistiu e a cada dia prosseguiu. Caminhando em meio à multidão tendo ou não uma razão. Olhando para o céu olhando para a terra, sempre eu a sua espera.

Poder te encontrar, poder te tocar. Seu nome chamar sabendo que você está lá. Mais perto do que vejo maior ainda é o meu desejo. Um sentimento que me invade muito mais que saudade.

Despercebida eu olhei, e então te encontrei. Parado bem ali, quase em frente a mim. Um moço do pomar com seu próprio sol a brilhar. Atônita eu não acreditei, será que sonhei?

Com meus desejos eu te toquei e da sua essência eu provei. Eu embriagada, lambuzada, mas nunca saciada. Faminta por sua pele, pelo seu toque, ah como eu tive sorte!

Encontrar teu olhar e ao teu prazer me entregar. Passeando pelo teu corpo nu como quem admira um céu azul. Envolvida com teu calor como uma canção de amor.

Delírio, êxtase, frenesi, eu não posso mais partir. Antes eu era uma alma penada, agora sou uma mulher amada. Encontrei meu lar, encontrei meu lugar.

Você estará dentro de mim, como chama que arde sem fim. Sempre alimentada pela esperança que nunca se cansa. Sempre te amarei com minha alma de criança.

Anjo lindo não vá para longe de mim...

Não...



Eu não deveria ter nascido, eu deveria ter morrido.
Eu não deveria ter sobrevivido, e meu nascimento esquecido.
Eu não deveria ter existido, e assim partido.
Eu não deveria estar aqui, e sim debaixo da terra ali.
Eu não deveria estar respirando, e talvez minha mãe chorando.
Eu não quero mais a sorte, eu prefiro a morte.
Eu não gosto dessa vida, ela é muito dolorida.
Eu não conheço a felicidade, eu só vejo a maldade.
Eu não sei quem sou, ou  se quer para onde vou.
Eu não quero mais nada, eu só quero estar enterrada.
Eu não quero ter mais esperança, ela nunca me alcança.
Eu não quero insistir, eu só quero fugir e sumir.
Eu não quero saber do amor, ele só causa dor.
Eu não quero mais sonhar, sonhos só me fizeram chorar.
Eu não preciso ser ajudada, eu sou sempre a culpada.
Eu não quero que tenham pena, minha alma não é pequena.
Eu não quero mais ser feliz, até agora só quebrei meu nariz.
Eu não sei o que fazer, para ter o que merecer.
Eu não pedi pra nascer, mas peço para morrer.
Eu não quero um renovo, muito menos nascer de novo.
Eu não quero mais tentar, muito menos recomeçar.
Eu não quero outra tentativa, a última foi perdida.
Eu não quero mais saber de você, eu prefiro te esquecer.

Desejo...


Quando penso em você eu fico assim perdida, aqui completamente iludida. Desejando estar aí e querendo você aqui. Estando nós frente a frente, assim não mais que derrepente.


Quando estiver com você quero por fim me perder, e nunca mais esquecer. Desejo loucamente estar em sua mente, desejo ser sua, completamente nua e crua.

Nua de limites entregue aos nossos fetiches, como dois seremos um e não mais cada um. Você dentro de mim invadindo-me até o fim, até que não haja mais uma de mim.

Desejo ser teu ar, desejo ser teu mar, para que meu corpo possa teu ser navegar. Levando-me além do que vejo com a pura força do desejo. Desejo meu, desejo seu.

Desejo que me sinta e que para mim não minta. Feche os olhos e me sente bem aí na sua frente. Cheira meu cheiro e sinta meu beijo, meu gosto, meu corpo.

Suavemente com teus lábios me toca e com teus dedos nela, me provoca. Eu me abro levemente ao teu toque tão descente, latente de prazer pelo desejo de me ter.

Desejando sentir mais tuas mãos me toma, e sua língua me doma. E bem ali entregue aos teus pensamentos, me fazes sua inteiramente nua, e não mais crua.

Estou quente totalmente ardente. Ela vibra, ela mexe, e com teu sexo enlouquece. Não quero mais parar e somente do teu néctar provar até toda me lambuzar.

Com você dentro de mim eu irei até o fim, possuída e desejada, não mais uma alma abandonada. Tudo que espero vem de você, e tudo o que quero é ter você.

Ter você aqui, ter você em mim, ter você dentro de mim. Ter teu cheiro, ter teu gosto, teu beijo, teu rosto. Olhando em meus olhos enquanto me fazes tua, estando nós debaixo da lua.

Eu desejo você... Vem...

Confesso...



Por que me sinto como uma perfeita idiota, gostando de quem não se importa? Alguém que não sei quem, que veio de muito além. Além de mim, além de ti, além de nós.

Eu não chamei por você, não procurei por você, não acreditei em você. Aliás, quem é você? Quem eu sou? Sentimento de invasão, dúvida ou tentação?

Confesso, eu não sei. Confesso que errei. Confesso que tentei. Confesso que desejei. Desejei saber, desejei conhecer. Desejei ver e ter. Apenas te desejei e nunca me confessei.

Com seu corpo eu sonhei, com uma ilusão me embriaguei. Com sua ausência eu acordei, com sua falta eu chorei. Por que fez assim, indo embora de mim?

Quando foi que tu chegaste a mim para partir de maneira tão ruim? Ruim ao meu gosto, ruim é o meu desgosto. O que faço agora sem sentir o seu gosto?

Eu ainda não sei, se é que saberei. Nada tenho mais a perder, se é que algum dia cheguei ter. E ainda assim, irei fazer você saber. Saber que te escolhi, e agora sei que te perdi.

Essa estranha sensação da minha antiga solidão, como se fosse nova ela me invade trazendo em si uma saudade. Como pode tanta crueldade de quem nunca sentiu de verdade?

Você não me viu, você não me sentiu, não me invadiu. Apenas me olhou e do seu modo me julgou, e consigo levou. Levou uma dor e quem sabe uma impressão de terror?

Eu não sei quem você é, e nunca saberei o que você quer. Mas eu sei quem eu fui, fui uma tentativa frustrada numa vida quase devastada. Amargurada. Esvaziada.

E agora o que me resta? Nada além do tormento que é o meu pensamento. Pensamento que me invade, pensamento que nos destrói. Pensamento que me dói, um vazio que me corrói.

Eu confesso, quero te conhecer, quero te ver, preciso saber.

Saco Cheio

Hoje ao deitar eu não consegui dormir mais uma vez, meu cérebro não desliga, meu coração não pára, meus olhos não fecham. Daí também por mais uma vez eu comecei a viajar pela minha vida, passado, presente e futuro. E o que pude ver foram às mesmas coisas de sempre: fracassos, perda de tempo, de vida, de pessoas, de oportunidades, de dinheiro, desperdício, derrotas, enganos, abandono, dor, sofrimentos, desilusões, desencontros, brigas, lamentações, muitas lágrimas, muita solidão, rejeição, indiferença, pesadelos, tormento, desespero, falta de esperança, sonhos não realizados, falta de metas, falta de objetividade, falta de realizações, muito vazio, infinitas angústias, inúmeras incertezas, incompreensões, e um enorme anseio pela morte.

O que há de ser cura para o homem para mim seria a morte, e o que para o homem é a morte, para mim é a cura.

A morte do homem é a religião, é o ato de morrer para si, para o mundo, e nascer de novo para as coisas que são do Alto. Em algum lugar está escrito “eis que faço novas todas as coisas”, e isso incluiriam pessoas também. Só que por experiência própria eu não acredito mais nisso, já que sou a mesma porcaria de pessoa de sempre. Então me disseram que eu não fui convertida, e sim convencida, logo não passo de uma fingida endemoniada. Bem, foi o que me disseram. Tento essa alternativa desde 1999 e não funcionou, não comigo. Portanto aqui e agora, abro mão de todas as promessas que a igreja faz juntamente com o resto de esperança que eu tinha na mesma. Não sei se Deus é culpado, eu sei que Ele poderia muito bem ter me deixado morrer no dia em que nasci. Minha vida seria bem melhor se eu não existisse, e a de outras pessoas também. Ser um peso morto, porém vivo não é nada agradável, acreditem. Hoje aos 36 anos eu tenho total e plena certeza de que Deus se arrependeu em ter me deixado viver. Só que como Ele é Deus e não é homem para mentir nem filho do homem para que se arrependa, ele me deixa por aqui mesmo. Desde meus 9 anos faço parte de um joguinho sádico de empurra, Deus não me quer, mas também não permite que o diabo me leve. O sadismo é a parte em que sofro por não pertencer a lugar algum, nem céu, nem inferno. Na verdade eu sou apenas um corpo de certo esquecido aqui desde 1975, uma espécie de zumbi que ainda não fede, mas que por dentro apodrece. O sadismo também se faz presente na questão do livre arbítrio, pois sendo Deus todo poderoso, ele poderia muito bem interferir na minha vida. Só que ele não vai contra ele mesmo, assim vai contra mim que é mais fácil. Poxa, eu até aceitaria uma amnésia parcial, embora preferisse a total mesmo. Nem isso, nem nada. O prazer de ambos está no meu continuo sofrimento, esse é o divertimento principal deles. Porra! Eu não entendo isso, por quê? Pra que? Se eu ainda fosse alguma “bambambam” tudo bem, mas eu não sou nada, não passo de uma fudida sem ter a onde cair morta além do chão mesmo. Então sou eu quem tenho que tomar uma atitude, sobrou pra mim escolher entre a terra e o inferno. O céu não é uma escolha ou uma opção, mesmo que eu não me mate, eu nunca herdarei o reino dos céus.

Ele foi feito apenas para pessoas como o Amaury e tantos outros, nunca para pessoas como eu. Acreditem, sei do que falo. Hoje é dia 18/10/2011, e é nessa data que vou optar pela segunda morte dos homens: a medicina! Há quem diga que ela seja TOTALMENTE benéfica, ainda não posso concordar, já que não fui tratada ainda. Cansada de esperar por um milagre ou por uma simples maravilha, estou partindo para a psiquiatria. É isso mesmo, eu concluo por fim que eu NÃO sou uma pessoa normal.