Por que me sinto como uma perfeita idiota, gostando de quem não se importa? Alguém que não sei quem, que veio de muito além. Além de mim, além de ti, além de nós.
Eu não chamei por você, não procurei por você, não acreditei em você. Aliás, quem é você? Quem eu sou? Sentimento de invasão, dúvida ou tentação?
Confesso, eu não sei. Confesso que errei. Confesso que tentei. Confesso que desejei. Desejei saber, desejei conhecer. Desejei ver e ter. Apenas te desejei e nunca me confessei.
Com seu corpo eu sonhei, com uma ilusão me embriaguei. Com sua ausência eu acordei, com sua falta eu chorei. Por que fez assim, indo embora de mim?
Quando foi que tu chegaste a mim para partir de maneira tão ruim? Ruim ao meu gosto, ruim é o meu desgosto. O que faço agora sem sentir o seu gosto?
Eu ainda não sei, se é que saberei. Nada tenho mais a perder, se é que algum dia cheguei ter. E ainda assim, irei fazer você saber. Saber que te escolhi, e agora sei que te perdi.
Essa estranha sensação da minha antiga solidão, como se fosse nova ela me invade trazendo em si uma saudade. Como pode tanta crueldade de quem nunca sentiu de verdade?
Você não me viu, você não me sentiu, não me invadiu. Apenas me olhou e do seu modo me julgou, e consigo levou. Levou uma dor e quem sabe uma impressão de terror?
Eu não sei quem você é, e nunca saberei o que você quer. Mas eu sei quem eu fui, fui uma tentativa frustrada numa vida quase devastada. Amargurada. Esvaziada.
E agora o que me resta? Nada além do tormento que é o meu pensamento. Pensamento que me invade, pensamento que nos destrói. Pensamento que me dói, um vazio que me corrói.
Eu confesso, quero te conhecer, quero te ver, preciso saber.

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