Depois de ter conseguido saber tudo do que eu precisava sobre o fantasma que me atormentou e ainda atormenta, eu recebi uma notícia: a esposa dele saiu de casa com o filho! Por essa eu não esperava, não mesmo. Uau, que coisa! Nesse exato momento eu deveria estar dançando sobre o túmulo dele, eu deveria estar comemorando com meu melhor sorriso estampada no rosto, quase tendo um orgasmo de tanto prazer... e que prazer! Olho por olho, dente por dente! Ele fez por merecer, ele tem o que merece e, se aconteceu não foi culpa minha. A culpa foi dele, apenas dele desde o início. MAS... Eu não me sinto assim. Não consigo ficar feliz com a desgraça dele, eu gostaria de ficar, mas não consigo. Que bela muito má eu sou... kkkk! Uma fraude isso sim! Então eu fico aqui, querendo poder estar ao lado dele para consolá-lo, para poder de alguma forma amenizar o sofrimento dele. Pode isso...? Não, claro que não. Ele é burro dimais para tanto, e cego dimais para tão pouco. IDIOTA! Eu por querer ajudar, e ele por não deixar. Bela dupla. MAS... Uma coisa eu não posso negar, seria maravilhoso dizer-lhe bem dentro dos seus olhos: bem feito! E depois fazer-lhe uma língua enorme! Essa é toda a maldade a qual eu seria capaz nesse momento, dessa maldade eu não abriria mão. Pow! O cara não faz idéia do que eu passei, do que eu senti? O que é pior, eu ainda passo, eu ainda sinto, com tudo o que ele me fez. Logo deve ser justo que ele passe e sinta da mesma forma. Só ele é o coitadinho dessa história? Poupe-me! Não sou tão má como não sou tão boa, sou feita de uma perfeita dosagem dos dois. Essa sou eu!

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