Hobbie

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O Que Sinto Quando vejo

domingo, 6 de novembro de 2011

Você Não Sabe de Nada...


Você pensa que sabe, mas de mim, nada sabe. Você não sabe quem fui ou sabe quem sou. Nem eu mesma o sei, e ainda que soubesse não direi, pois com você não estarei.

O que sei é que sou mais que isso. Mais que impressões, mais que digitações, muito mais que suposições. O mundo virtual é sem igual, um mal, tão fatal, ideal.

Destrói uma vida e constrói uma ferida. Ferida que não fecha ferida que dói. E um grande vazio me corrói. Vazio da injustiça e da incerteza, quero cartas sobre a mesa.

Não admito que faça o que fez. Tentando acabar comigo de uma vez. Quem você pensa que é? Um vidente? Não, um descrente! Descrente no amor, que sente sua dor, e busca seu calor.

Você erra ao pensar que sabe, erra mais em pensar que não sabe. Como saber sem ver? Como ter certeza sem conhecer? Não, você não sabe ou viu. E ainda assim pensas que sim.

Não sou aquilo que viu, e sim a que se partiu. Não sou superficial, não me entenda mal. Apenas não me dei e sim me neguei. Por que razão? Eu não sei.

Ou sei e prefiro não dizer, para minha vergonha não aparecer. Sei que posso ser tola, mas não sou uma boba. Posso não ser esperta, mas não coloco meu coração na reta.

Agora você está aí sem saber como estou aqui. Furiosa e indignada com sua teimosia exagerada. Você é frio e sem razão, passando por sobre minha emoção.

O que faz finge que não sente, e por fora mente totalmente. Mesmo que eu nunca venha a saber, eu decido crer. Arriscando minha única esperança, com uma fé de criança.

Você está perdido, e não totalmente esquecido. Ainda que nada mais queira me dar, por sua paz vou esperar.

O que pensa que sabe sobre mim? Não, eu não sou assim...

Anjo...



Uma vida esperando, uma vida te chamando. Noites em claro, dias em disparo. Sentindo alguém que não se sabe quem. Amando um corpo que nunca teve um rosto.


Fantasia de te ver, te ter, me perder. Realidade triste, não saber se você existe. Sonhando acordada com sua chegada. Acordada em minha solidão, sem ter uma direção.

Procurando em um corpo que não é o teu, tendo em meus lábios sempre um “adeus”. Entregue a uma esperança, acreditando com a alma de uma criança.

Meu coração nunca desistiu e a cada dia prosseguiu. Caminhando em meio à multidão tendo ou não uma razão. Olhando para o céu olhando para a terra, sempre eu a sua espera.

Poder te encontrar, poder te tocar. Seu nome chamar sabendo que você está lá. Mais perto do que vejo maior ainda é o meu desejo. Um sentimento que me invade muito mais que saudade.

Despercebida eu olhei, e então te encontrei. Parado bem ali, quase em frente a mim. Um moço do pomar com seu próprio sol a brilhar. Atônita eu não acreditei, será que sonhei?

Com meus desejos eu te toquei e da sua essência eu provei. Eu embriagada, lambuzada, mas nunca saciada. Faminta por sua pele, pelo seu toque, ah como eu tive sorte!

Encontrar teu olhar e ao teu prazer me entregar. Passeando pelo teu corpo nu como quem admira um céu azul. Envolvida com teu calor como uma canção de amor.

Delírio, êxtase, frenesi, eu não posso mais partir. Antes eu era uma alma penada, agora sou uma mulher amada. Encontrei meu lar, encontrei meu lugar.

Você estará dentro de mim, como chama que arde sem fim. Sempre alimentada pela esperança que nunca se cansa. Sempre te amarei com minha alma de criança.

Anjo lindo não vá para longe de mim...

Não...



Eu não deveria ter nascido, eu deveria ter morrido.
Eu não deveria ter sobrevivido, e meu nascimento esquecido.
Eu não deveria ter existido, e assim partido.
Eu não deveria estar aqui, e sim debaixo da terra ali.
Eu não deveria estar respirando, e talvez minha mãe chorando.
Eu não quero mais a sorte, eu prefiro a morte.
Eu não gosto dessa vida, ela é muito dolorida.
Eu não conheço a felicidade, eu só vejo a maldade.
Eu não sei quem sou, ou  se quer para onde vou.
Eu não quero mais nada, eu só quero estar enterrada.
Eu não quero ter mais esperança, ela nunca me alcança.
Eu não quero insistir, eu só quero fugir e sumir.
Eu não quero saber do amor, ele só causa dor.
Eu não quero mais sonhar, sonhos só me fizeram chorar.
Eu não preciso ser ajudada, eu sou sempre a culpada.
Eu não quero que tenham pena, minha alma não é pequena.
Eu não quero mais ser feliz, até agora só quebrei meu nariz.
Eu não sei o que fazer, para ter o que merecer.
Eu não pedi pra nascer, mas peço para morrer.
Eu não quero um renovo, muito menos nascer de novo.
Eu não quero mais tentar, muito menos recomeçar.
Eu não quero outra tentativa, a última foi perdida.
Eu não quero mais saber de você, eu prefiro te esquecer.

Desejo...


Quando penso em você eu fico assim perdida, aqui completamente iludida. Desejando estar aí e querendo você aqui. Estando nós frente a frente, assim não mais que derrepente.


Quando estiver com você quero por fim me perder, e nunca mais esquecer. Desejo loucamente estar em sua mente, desejo ser sua, completamente nua e crua.

Nua de limites entregue aos nossos fetiches, como dois seremos um e não mais cada um. Você dentro de mim invadindo-me até o fim, até que não haja mais uma de mim.

Desejo ser teu ar, desejo ser teu mar, para que meu corpo possa teu ser navegar. Levando-me além do que vejo com a pura força do desejo. Desejo meu, desejo seu.

Desejo que me sinta e que para mim não minta. Feche os olhos e me sente bem aí na sua frente. Cheira meu cheiro e sinta meu beijo, meu gosto, meu corpo.

Suavemente com teus lábios me toca e com teus dedos nela, me provoca. Eu me abro levemente ao teu toque tão descente, latente de prazer pelo desejo de me ter.

Desejando sentir mais tuas mãos me toma, e sua língua me doma. E bem ali entregue aos teus pensamentos, me fazes sua inteiramente nua, e não mais crua.

Estou quente totalmente ardente. Ela vibra, ela mexe, e com teu sexo enlouquece. Não quero mais parar e somente do teu néctar provar até toda me lambuzar.

Com você dentro de mim eu irei até o fim, possuída e desejada, não mais uma alma abandonada. Tudo que espero vem de você, e tudo o que quero é ter você.

Ter você aqui, ter você em mim, ter você dentro de mim. Ter teu cheiro, ter teu gosto, teu beijo, teu rosto. Olhando em meus olhos enquanto me fazes tua, estando nós debaixo da lua.

Eu desejo você... Vem...

Confesso...



Por que me sinto como uma perfeita idiota, gostando de quem não se importa? Alguém que não sei quem, que veio de muito além. Além de mim, além de ti, além de nós.

Eu não chamei por você, não procurei por você, não acreditei em você. Aliás, quem é você? Quem eu sou? Sentimento de invasão, dúvida ou tentação?

Confesso, eu não sei. Confesso que errei. Confesso que tentei. Confesso que desejei. Desejei saber, desejei conhecer. Desejei ver e ter. Apenas te desejei e nunca me confessei.

Com seu corpo eu sonhei, com uma ilusão me embriaguei. Com sua ausência eu acordei, com sua falta eu chorei. Por que fez assim, indo embora de mim?

Quando foi que tu chegaste a mim para partir de maneira tão ruim? Ruim ao meu gosto, ruim é o meu desgosto. O que faço agora sem sentir o seu gosto?

Eu ainda não sei, se é que saberei. Nada tenho mais a perder, se é que algum dia cheguei ter. E ainda assim, irei fazer você saber. Saber que te escolhi, e agora sei que te perdi.

Essa estranha sensação da minha antiga solidão, como se fosse nova ela me invade trazendo em si uma saudade. Como pode tanta crueldade de quem nunca sentiu de verdade?

Você não me viu, você não me sentiu, não me invadiu. Apenas me olhou e do seu modo me julgou, e consigo levou. Levou uma dor e quem sabe uma impressão de terror?

Eu não sei quem você é, e nunca saberei o que você quer. Mas eu sei quem eu fui, fui uma tentativa frustrada numa vida quase devastada. Amargurada. Esvaziada.

E agora o que me resta? Nada além do tormento que é o meu pensamento. Pensamento que me invade, pensamento que nos destrói. Pensamento que me dói, um vazio que me corrói.

Eu confesso, quero te conhecer, quero te ver, preciso saber.

Saco Cheio

Hoje ao deitar eu não consegui dormir mais uma vez, meu cérebro não desliga, meu coração não pára, meus olhos não fecham. Daí também por mais uma vez eu comecei a viajar pela minha vida, passado, presente e futuro. E o que pude ver foram às mesmas coisas de sempre: fracassos, perda de tempo, de vida, de pessoas, de oportunidades, de dinheiro, desperdício, derrotas, enganos, abandono, dor, sofrimentos, desilusões, desencontros, brigas, lamentações, muitas lágrimas, muita solidão, rejeição, indiferença, pesadelos, tormento, desespero, falta de esperança, sonhos não realizados, falta de metas, falta de objetividade, falta de realizações, muito vazio, infinitas angústias, inúmeras incertezas, incompreensões, e um enorme anseio pela morte.

O que há de ser cura para o homem para mim seria a morte, e o que para o homem é a morte, para mim é a cura.

A morte do homem é a religião, é o ato de morrer para si, para o mundo, e nascer de novo para as coisas que são do Alto. Em algum lugar está escrito “eis que faço novas todas as coisas”, e isso incluiriam pessoas também. Só que por experiência própria eu não acredito mais nisso, já que sou a mesma porcaria de pessoa de sempre. Então me disseram que eu não fui convertida, e sim convencida, logo não passo de uma fingida endemoniada. Bem, foi o que me disseram. Tento essa alternativa desde 1999 e não funcionou, não comigo. Portanto aqui e agora, abro mão de todas as promessas que a igreja faz juntamente com o resto de esperança que eu tinha na mesma. Não sei se Deus é culpado, eu sei que Ele poderia muito bem ter me deixado morrer no dia em que nasci. Minha vida seria bem melhor se eu não existisse, e a de outras pessoas também. Ser um peso morto, porém vivo não é nada agradável, acreditem. Hoje aos 36 anos eu tenho total e plena certeza de que Deus se arrependeu em ter me deixado viver. Só que como Ele é Deus e não é homem para mentir nem filho do homem para que se arrependa, ele me deixa por aqui mesmo. Desde meus 9 anos faço parte de um joguinho sádico de empurra, Deus não me quer, mas também não permite que o diabo me leve. O sadismo é a parte em que sofro por não pertencer a lugar algum, nem céu, nem inferno. Na verdade eu sou apenas um corpo de certo esquecido aqui desde 1975, uma espécie de zumbi que ainda não fede, mas que por dentro apodrece. O sadismo também se faz presente na questão do livre arbítrio, pois sendo Deus todo poderoso, ele poderia muito bem interferir na minha vida. Só que ele não vai contra ele mesmo, assim vai contra mim que é mais fácil. Poxa, eu até aceitaria uma amnésia parcial, embora preferisse a total mesmo. Nem isso, nem nada. O prazer de ambos está no meu continuo sofrimento, esse é o divertimento principal deles. Porra! Eu não entendo isso, por quê? Pra que? Se eu ainda fosse alguma “bambambam” tudo bem, mas eu não sou nada, não passo de uma fudida sem ter a onde cair morta além do chão mesmo. Então sou eu quem tenho que tomar uma atitude, sobrou pra mim escolher entre a terra e o inferno. O céu não é uma escolha ou uma opção, mesmo que eu não me mate, eu nunca herdarei o reino dos céus.

Ele foi feito apenas para pessoas como o Amaury e tantos outros, nunca para pessoas como eu. Acreditem, sei do que falo. Hoje é dia 18/10/2011, e é nessa data que vou optar pela segunda morte dos homens: a medicina! Há quem diga que ela seja TOTALMENTE benéfica, ainda não posso concordar, já que não fui tratada ainda. Cansada de esperar por um milagre ou por uma simples maravilha, estou partindo para a psiquiatria. É isso mesmo, eu concluo por fim que eu NÃO sou uma pessoa normal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Desejo... Vício... Fome... Carência!

Sexo... Eu gosto e muito... Quem não gosta...? Ele é um desejo que se transforma em vício, que vira uma fome incontrolável...? OU tudo isso apenas esconde uma simples carência natural do sentir-se vivo dentro de outra pessoa...? Eu não sei... Sinceramente não sei responder... Sei que é MUITO bom... É muito maravilhosa essa troca de energias, sensações e fluídos... Porque talvez o sexo seja isso...         Uma simples troca entre pessoas carentes... Daquilo que ninguém além de um outro ser pode dar...
Dar-se a si mesmo por completo... Seu corpo... Sua alma... Seu ser...

Pecado...

Quando me afasto do centro da vontade maior de Deus para minha vida... Eu vivo em pecado... O pecado nada mais é do que aquilo que faço... E me faz sentir vergonha por ter feito... É aquilo que escondo até de mim mesma... Minha sujeira, minha podridão, meu fedor, meu lodo... Tudo que há de mais sujo que habita em mim quando peco, fica escondido detrás de uma dura cerviz... Puro e falso é o que me esconde... Palavras...

Pessoas...

Pessoas entram e saem da nossa vida de todos os jeitos... Quando entram trazem... Quando saem levam... E as vezes deixam... Lembranças são o resumo de todo esse traz, leva e deixa... Não mais que isso... Um dia alguém trouxe a razão... Essa se transformou em emoção... Assustada a razão foi embora... Deixando o medo e a confusão... Eu pergunto... o que levastes de mim...? Eu ainda não sei...

DEUS, quem Tú és?

Me recordo como se fosse a noite que passou... Eu tinha 3 anos de idade quando conheci a JESUS pela primeira vez... Ele apareceu pra mim e me pegou em seus braços... Daí então eu me apaixonei por Ele, sem saber quem Ele era e é... Eu não sabia nada sobre aquele ser, mas sabia que o amava... Naquela idade ninguém havia me falado nada sobre Ele, nem mesmo minha mãe... Mais tarde eu vim aprender algumas coisas, mas sempre tive minha própria visão sobre Ele... Quem é Deus...? Muitas respostas hão de serem dadase nenhuma delas é mais ou menos importante do que a outra... Ou uma está mais certa do que a outra... Já que a verdadeira resposta está dentro de você... Ela se encontra no lugar o qual tem colocado Ele na sua vida... De dentro para fora... E de fora para dentro... Amém!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Morte e Vida...



Ainda não comecei a caminhar...

Mas já tomei minha decisão...
Ainda reluto por continuar...
Mas não me sobra outra opção...
Preciso seguir sem para trás olhar...
Um dia após o outro em meu despertar...
Das lágrimas em busca de um sorriso...
Será assim que agora sigo...
Vou sentir falta de mim...
Vou sentir falta de você...
Mas o que posso fazer...?
Além de morrer e viver...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Virando Uma Página...


Eu sempre soube que minha vida jamais seria perfeita como a natureza...
Sempre soube que minha vida jamais seria bela como um jardim bem cuidado...
Soube que minha vida jamais seria colorida como uma tulipa vermelha...
Que minha vida jamais seria iluminada como uma manhã de verão...
Mas...
Eu sempre soube que existe um DEUS... E que esse DEUS TUDO PODE...
Com sua misericórdia hoje eu viro uma página...
Mesmo que ainda marcada, ou borrada por tantas lágrimas...
Eu viro mais uma página dessa minha vida...


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vou Ganhar Você...

Quando você chega
Ilumina tudo
Todo mundo pode ver.
Você tem um charme
Uma luz tão forte
Faz a gente emudecer.
Quando você ri pra mim
Se me toca sem querer
Sinto tudo o que sou tremer.
Quando você precisar
Fugir da solidão
Sou absolutamente seu.
O que vou te dar de amor
Você nunca recebeu
Quando a gente abre de verdade o coração.
Tudo, tudo pode acontecer
Na primeira chance que eu tiver
Vou ganhar você.

domingo, 29 de maio de 2011

Aqui...

Aqui eu te enterro.
Aqui eu te deixo.
Aqui você fica.
Aqui eu lamento.
Aqui eu choro.
Aqui eu grito.

Aqui eu sinto.
Aqui eu peço.
Aqui eu minto.
Aqui eu quero.
Aqui eu oro.
Aqui eu fico.

Aqui eu te amo.
Aqui eu te quero.
Aqui eu te desejo.
Aqui eu te espero.
Aqui eu te chamo.
Aqui eu te venero.

Aqui eu posso.
Aqui sou eu.
Aqui você sou eu.
Aqui sou eu sem você.
Aqui eu me encontro.
Aqui eu te perco.

Aqui te digo adeus.

Alguém...




Em meio a minha morte, em meio a minha dor, uma luz fraca aparece.
Não sei vinda de onde, ou enviada por quem. Apenas vejo-a, apenas sinto-a.
Ela tem um rosto. Ela tem um brilho. Ela tem uma intenção. Ela tem um nome.
Fábio...
Mas não sei se quero. Não sei se devo. Não sei se posso. Não sei se tenho medo.
Depois do que aconteceu, o que posso fazer? O que posso esperar? O que pode acontecer?
Alguém poderia me dizer? Porque eu não posso responder a nenhuma dessas perguntas.
Eu ainda sinto. Ainda dói. Ainda machuca. Ainda choro. Até quando... ? Eu não sei...
Muito tempo se passou desde que me fechei. Pouco tempo se passou desde que acordei.
Tudo é tão novo e tão velho ao mesmo tempo. Tudo é desconhecido e conhecido também.
Sentimentos opostos. Contraditórios. Mas sempre sentimentos. Os meus sentimentos.
Será que vou me fechar mais uma vez? Será que vou sonhar mais uma vez? Será...?
Eu não sei... Mas eu preciso saber... Eu quero saber... Você vai me dizer...?


Alma Lavada, Corpo Vingado, Coração Batendo...

Depois de ter conseguido saber tudo do que eu precisava sobre o fantasma que me atormentou e ainda atormenta, eu recebi uma notícia: a esposa dele saiu de casa com o filho! Por essa eu não esperava, não mesmo. Uau, que coisa! Nesse exato momento eu deveria estar dançando sobre o túmulo dele, eu deveria estar comemorando com meu melhor sorriso estampada no rosto, quase tendo um orgasmo de tanto prazer... e que prazer! Olho por olho, dente por dente! Ele fez por merecer, ele tem o que merece e, se aconteceu não foi culpa minha. A culpa foi dele, apenas dele desde o início. MAS... Eu não me sinto assim. Não consigo ficar feliz com a desgraça dele, eu gostaria de ficar, mas não consigo. Que bela muito má eu sou... kkkk! Uma fraude isso sim! Então eu fico aqui, querendo poder estar ao lado dele para consolá-lo, para poder de alguma forma amenizar o sofrimento dele. Pode isso...? Não, claro que não. Ele é burro dimais para tanto, e cego dimais para tão pouco. IDIOTA! Eu por querer ajudar, e ele por não deixar. Bela dupla. MAS... Uma coisa eu não posso negar, seria maravilhoso dizer-lhe bem dentro dos seus olhos: bem feito! E depois fazer-lhe uma língua enorme! Essa é toda a maldade a qual eu seria capaz nesse momento, dessa maldade eu não abriria mão. Pow! O cara não faz idéia do que eu passei, do que eu senti? O que é pior, eu ainda passo, eu ainda sinto, com tudo o que ele me fez. Logo deve ser justo que ele passe e sinta da mesma forma. Só ele é o coitadinho dessa história? Poupe-me! Não sou tão má como não sou tão boa, sou feita de uma perfeita dosagem dos dois. Essa sou eu!

sábado, 28 de maio de 2011

Deus...



Prodígo




Vivendo por mim mesmo, pensando para mim mesmo



Castelos de areias, riqueza temporária



Paredes estão caindo, tempestades sobre mim estão fechando



Lágrima enchem meus olhos, aqui estou eu novamente
E eu agüentei o quanto eu pudeAgora eu desisto e estendo minha mão
Papai, aqui estou eu novamente



Você me acolherá novamente esta noite?



E fui e fiz o mundo meu amigo



E ele me deixou alto e seco



Eu arrastei de novo Seu nome para lama.



Que primeiramente você me encontrou



Não merecedor de ser chamado de seu filho



É para isso ser meu fimPapai, aqui estou eu novamente



Aqui estou eu novamente
Amaldiçoei esse sol da manhã



Me arrastei para mais um dia



De colher o que eu plantei



De viver com minha vergonha



Bem vindo ao meu mundo



E a vida que fiz



Onde um dia você é um príncipe



E no próximo você é um escravo

Colo De Pai...



Quando eu estava arrasada por ter sido tratada com tanta frieza por aquele que dizia ser o meu anjo, eu conversei com meu Pai. Disse a ele assim: Senhor, eu te peço... que ao menos ele me ligue para me pedir desculpas... Eu disse outras coisas também, afinal, estava conversando com o meu PAI. Só que não me lembro... Mas isso ficou gravado no meu coração, esse desejo de não me sentir mais do jeito que eu estava me sentindo. Quando foi a noite Ele atendeu meus pedido, e de um jeito melhor. Eu simplesmente descobri tudo sobre a falsidade do meu anjo, tudo o que ele quis esconder de mim, o meu Pai me revelou. Ele ainda não me pediu desculpas, mas eu sei que ele vai. Porque a vergonha pelo o que ele me fez vai arder muito na face dele, e isso irá constrangê-lo de tal forma, que se sentirá incomodado. EU CREIO NISSO... Não importa quanto tempo levará, mas ele vai me pedir desculpas sim. E mesmo que não aconteça, o que eu desejei foi ter a seta do diabo arrancada do meu coração. Isso Deus fez, e foi além... Me ouviu, cuidou de mim, olhou pra minha dor e vergonha, teve pena de mim, me amou mais uma vez, e me pôs em seu colo de Pai... Te amo Deus...

Meu Coração Morre...



Depois de todo aquele sentimento de confusão o qual me encontrava, agora não sinto nada além de dor. Dor por ter te amado, dor por ter te acreditado, dor por ter te desejado, dor por ter te sonhado, dor por ter te esperado. E em meio a tanta dor, meu coração sucumbiu. Cansou de resistir, cansou de sorrir. Sim, ele sorria com sua presença. Agora seu bater é de um pesar insuportável, eu não sei por quanto mais ele irá resistir. Sinto que suas forças estão indo embora, e que ele não faz questão algum em lutar para se manter vivo. Não serei eu quem irá convencê-lo do contrário, também me sinto assim. Como se estivesse doente, como se fosse morrer....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Confusão...









Ontem estava feliz, alegre, animada. Sabe esses bons sentimentos que nos invadem, que nos faz sentirmos bem? E ao mesmo tempo nos deixam cegos para o óbvio? Pois é, eles se foram todos. E o que restou foi apenas uma grande confusão dentro de mim. Uma triste confusão diga-se de passagem!







A pessoa que me trouxe os tais bons sentimentos, fez-me o favor de levá-los consigo deixando apenas o vazio do engano, a vergonha do erro, o desespero da ausência, o frio da falsidade, a dor da mentira, e a certeza da solidão.







Segundos que se tornaram horas. Horas que se tornaram dias. Dias que se tornaram semanas. E semanas que não se tornaram meses.







Foi exatamente o tempo que durou minha ilusão, apenas uns poucos dias. O suficiente para que o estrago tivesse o efeito de anos. Já que a intensidade de qualquer sentimento não se mede em um tempo cronológico.







Para o amor, para o ódio, para a felicidade, para a tristeza, basta apenas um coração, um desejo, uma vontade.







A dor de uma alma perdida, de uma alma confusa tem o poder de derrubar um simples corpo, fazendo ele em pedaços daquilo que realmente fomos um dia: nós mesmos! É insuportável essa dor, não sei por quanto tempo vou resistir.







Quero morrer. Quero sumir. Quero fugir. Quero me perder. Quero esquecer. Quero estar em um lugar em que eu não saiba que eu sou, quem eu fui.







Não sei se tal lugar existe, um esconderijo para uma alma errante. Um refúgio para um coração cansado de bater em vão. Um repouso para um corpo calejado de tanto apanhar. Um descanso para alguém que não sabe como viver.







Aliás, eu não sei se ainda quero viver. Não sei se ainda posso viver. Não se ainda mereço viver, que vida mesmo? Nem isso eu sei...





















domingo, 22 de maio de 2011

Nada Muda...



Desde o dia 30/03/2010 fui imersa em um mundo mais vazio do que o meu antigo, foi quando voltei a trabalhar. Durante esse novo período eu me anulei ainda mais, fiquei mais vazia, mais distante de mim e daquilo que realmente importa para mim: a casa de meu Pai e minha filha. Eu mal me reconheço quando olho-me no espelho vez ou outra, isso o que vejo não sou eu, ou na verdade seja o que tenho sido, mas que bem lá no fundo não sou. Eu nunca soube que sou eu de verdade, nem o que posso representar para qualquer pessoa que seja, até mesmo para o meu Deus e para meus pais e minha filha. Eu não sou ninguém, nunca fui e nunca serei. Eu não passo de um erro médico numa burra tentativa de salvamento involuntário, eu precisa ter morrido. Teria sido muito melhor para todos, principalmente para mim. Eu sei que nunca fui normal por todas as coisas que me aconteceram desde meu nascimento, mas aos 9 anos de idade minha vida literalmente sofreu uma mudança drástica. Eu fui posta num inferno chamado solidão, passei a desejar somente coisas as quais eu nunca poderia ter, procurava ser aquilo o que eu nunca seria, eu o anseio pela morte a cada dia se tornava mais forte. Sempre fui sozinha de tudo, mesmo em meio a falsos amigos e uma família nada carinhosa eu me sentia assim, sozinha. Hoje sei que me sinto assim porque na verdade eu sou assim, e nada nem ninguém poderá mudar isso em mim. Nem mesmo quando eu estava frequentando a Hebrom eu me sentia normal, essa aproximação de Deus fez com que meus questionamentos apenas aumentassem mais. O que piorou tudo já que nunca tive respostas para muitas de minhas perguntas, nem mesmo a mais simples de todas: qual é o propósito da minha vida? Hoje estou com 36 anos e nada mudou em minha vida, nada mesmo... Continuo a mesma sem nada de sempre, sem amigos, sem um namorado, sem rumo, sem um diploma, sem sonhos, sem objetivos, sem perspectivas, sem um diploma, sem nenhuma estabilidade profissional, sem vontade de nada... Apenas morrer essa é a minha vontade real... Mas eu sei que Deus não será tão misericordioso assim, só não entendo Seus motivos. Embora que "viver" do jeito que tenho vivido é o mesmo que nunca ter vivido, eu simplesmente finjo que estou viva e espero pelo fim. E posso apostar que ele irá demorar a chegar, porque no meu caso todo e qualquer sofrimento é pouco. Assim como aposto que no meu último instante de vida, eu terei a tão esperada resposta, aí então compreenderei tudo e morrerei em paz. Já que agora vivo numa tormenta infinita, em um pesadêlo que nunca teve fim, não sendo capaz de compreender o significado de qualquer coisa relacionada a mim. As vezes eu me apego a uma possibilidade bem pequena de que ainda sofrerei um acidente e perderei completamente minha memória, me esquecendo difinitivamente de quem eu sou. Antes meu maior desejo era o de poder voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas agora nem isso eu desejo mais, de que adiantaria? Eu teria nascido a mesma vazia que fui, a mesma prisioneira, a mesma infeliz que sou, e a mais sozinha de todas. Por que foi preciso ser assim?

Encontro...



No dia 02/05/2011 eu entrei de férias, e com isso voltei a me distrair com salas de bate papo, os tais de chat. Eu sempre entrei e só entro no Chat Terra Cidades ES Vitória Sala A, meu apelido atual é Atrevida e Muito Má. E claro que faço justiça ao meu nick, detono todos quanto posso e sempre sou diferente de todos da sala. No dia 05 uma pessoa cismou comigo, chegou até a trocar de nick por eu não ter dado bola para o anterior. Antes era PM-28 e depois ele entrou como Homem de Ferro, como curto o filme lógico que mexi com ela fazendo uma referência ao jogo de PS2 Marvel x Comics. Daí começamos a conversar, quase o perdi porque caí e não consegui mais voltar a sala, então pedi a um amigo pelo MSN que ainda tava lá para pegar o msn dele. No fim deu tudo certo, digo, ao fim daquela tentativa. Desde então conversamos todos os dias, descobri que ele só pode ser minha alma gêmea, pois tudo o que nos envolve é misterioso e sem qualquer tipo de explicação lógica para tal. Conhecer o Pedro mexeu muito comigo, como ele disse uma vez, "deixou meu mundo de cabeça para baixo". É impressionante como eu sinto ele, como eu o conheço, como somos tão parecidos, tipo: ele almoçou omeletes; fiz omeletes no almoço - estou ouvindo uma música; ele está ouvindo a mesma música - apereço de blusa roxa com uma garrafa de água a mão; ele está de camisa roxa com uma garrafa de água a mão. Enfim, são essas coisas me deixaram pertubada por demais. Ainda mais porque eu simplesmente o amo.